PRESTES A PARTIR
Crónicas das viagens de uma vida relatadas na primeira pessoa
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Londres: Dia 1 - Zona Oriental da cidade
Começámos o primeiro dia logo de manhã pela chamada City of London, o coração do distrito financeiro, onde convivem os edifícios clássicos dos antigos bancos e da Bolsa com os arranha-céus mais modernos da cidade, alguns deles já verdadeiros ex-líbris da Londres contemporânea.
Seguimos depois até à Torre de Londres e terminámos o percurso na margem Sul do Tamisa, depois de atravessarmos a icónica Tower Bridge. Neste primeiro dia, cumprimos uma caminhada de cerca de 7 km, naturalmente mais curta, já que tínhamos aterrado em Londres nessa mesma manhã.
Neste dia, seguimos aproximadamente os trilhos assinalados no mapa:
St Mary Aldermary e Guildhall
Começámos por chegar à estação de Metro da Mansion House, onde se encontra a St Mary Aldermary, uma Igreja anglicana medieval, reconstruída após o Grande Incêndio de Londres de 1666. A atual igreja, concluída no século XVII, destaca-se pelo estilo gótico tardio.
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Caminhámos depois até ao Guildhall, o histórico centro administrativo e político da City of London, onde, desde a Idade Média, se reuniam os dirigentes e representantes das corporações da cidade.
O edifício atual foi construído no século XV, e é famoso pelo magnífico Great Hall, uma das poucas construções medievais de grande dimensão que sobreviveram ao Grande Incêndio de Londres e aos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, o Guildhall continua a ser utilizado para cerimónias e eventos oficiais da City.
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Bank of England e Royal Exchange
A primeira paragem foi junto a dois dos edifícios antigos deste bairro. O Banco da Inglaterra ocupa um imponente edifício na Threadneedle Street, no coração da City de Londres. Foi construído entre os séculos XVIII e XX e destaca-se pela sua arquitetura neoclássica, com fachadas austeras, altas colunas e um extenso muro de pedra que lhe confere um aspeto de fortaleza. Hoje, continua a ser um dos edifícios mais emblemáticos do distrito financeiro londrino, representando mais de três séculos de história económica do Reino Unido.
Logo em frente fica edifício do Royal Exchange, um símbolo dos mercados da antiga cidade de Londres, onde, durante séculos, foi o ponto de encontro de comerciantes vindos dos quatro cantos do mundo, onde se faziam negócios que ajudaram a moldar o poder económico britânico. Hoje, mantém ainda as elegantes colunas clássicas, mas o burburinho das transações que ali ocorriam, deu lugar a lojas e cafés, mas permanece a sensação de se estar num espaço onde a história e a riqueza da cidade continuam a cruzar-se discretamente.
Nº 22 Bishopsgate e o Nº 30 St Mary Axe
Na envolvente destes dois edifícios clássicos, crescem agora as torres modernas da City, das quais destaco dois dos mais marcantes:
O 22 Bishopsgate revela a face mais moderna de Londres, com os seus 278 metros de altura, é um dos arranha-céus mais altos do Reino Unido e simboliza uma cidade que continua a reinventar-se.
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O 30 St Mary Axe é apelidado pelos londrinos de "The Gherkin" (o pepino), é uma das silhuetas mais marcantes do horizonte de Londres. A sua forma inusitada, arredondada e afunilada, que lembra uma bala gigante ou um pepino em conserva, desafia todas as convenções da arquitetura envolvente. Entre igrejas centenárias e edifícios de pedra, ergue-se como uma escultura de vidro que parece ter sido pousada ali pelo futuro.
Hoje, a sua silhueta singular, como esta vista a partir das margens do Tamisa, é uma das imagens mais reconhecíveis da cidade, um marco onde a ousadia da arquitetura contemporânea se integra, com surpreendente harmonia, na memória secular da City.
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The Monument, Great Fire of London 1666
Terminamos esta zona da City (ao fim de um total de cerca de 2 km), numa praça onde se ergue o monumento ao grande incêndio que ocorreu na cidade em 1666.
Erguido junto ao local onde teve início este grande incêndio, o The Monument é mais do que uma coluna de pedra, é também um memorial à tragédia que transformou Londres para sempre. Com 62 metros de altura - exatamente a distância que o separa do ponto onde o fogo começou - recorda os quatro dias em que as chamas consumiram grande parte da cidade medieval. Subir os seus 311 degraus é também subir pela memória da capital inglesa, contemplando do alto uma cidade que soube renascer das cinzas e reinventar-se sem esquecer o seu passado.
The Tower of London
Saímos desta zona da City londrina até à antiga fortificação, famosa ao longo da história da coroa britânica, a Torre de Londres.
Nas visitas que fiz à cidade, e mesmo nesta última, já em 2014, o acesso a museus e monumentos eram a preços bastante razoáveis. Mas em 2026, ano em que estou a publicar esta crónica, já não é bem assim e, por exemplo, o ticket para visitar a Torre de Londres, que inclui as Joias da Coroa, é de 42 € por pessoa… um autêntico escândalo.
Na altura deu para visitar este castelo medieval seguindo o roteiro preparado, que dá as informações históricas enquanto permite algum entretenimento.
Uma das atrações deste monumento é o render da guarda, que acontece junto aos portões e é de acesso livre, sendo sempre muito apreciado pelas multidões, mas confesso que nunca achei grande interesse, já vi diversos pela Europa fora, mas nunca foi uma coisa que tivesse apreciado particularmente. Mas aqui lá estivemos a observar a troca do turno dos soldados, que é o que significa esta coisa pomposa do “render da guarda”. E apesar de existirem os famosos “Guardas da Rainha”, o render é feito com outros guardas mais normais, com fardas a fazer lembrar a nossa PSP.
A Torre de Londres não é só este show em que a transformaram, é também um dos locais mais importantes ao longo da história da coroa inglesa, é também um dos monumentos mais emblemáticos da capital britânica. Mandada construir por Guilherme, o Conquistador, em 1078, nasceu como fortaleza para afirmar o poder normando sobre a cidade. Ao longo dos séculos foi palácio real, prisão, local de execuções, arsenal, casa da moeda e até jardim zoológico. Entre as suas muralhas viveram e morreram algumas das figuras mais marcantes da história inglesa, como Ana Bolena. Mais do que um castelo, a Torre de Londres é um testemunho de quase mil anos de poder, intriga e história da monarquia britânica.
Uma das principais atrações para quem faz a visita guiada, é a secção das Joias da Coroa. Mais do que um extraordinário conjunto de ouro, diamantes e pedras preciosas, estas insígnias encerram séculos de história, tradição e poder. A maioria das peças foi criada em 1661, após a destruição das antigas joias durante a Guerra Civil Inglesa, e continua ainda hoje a ser utilizada nas grandes cerimónias da Coroa.
Numa vitrina encontram-se réplicas das Joias da Coroa Britânica, destacando-se, em primeiro plano, a Coroa da Rainha Isabel, usada na sua coroação em 1937. Esta peça é particularmente célebre por ostentar, na cruz frontal, o controverso diamante Koh-i-Noor, uma das gemas mais famosas e disputadas da história.
Ao centro surge a réplica da Coroa Imperial do Estado (Imperial State Crown), utilizada pelos monarcas nas mais importantes cerimónias oficiais, como a Abertura Solene do Parlamento. Esta coroa é ornamentada com diversas pedras preciosas e é um dos mais reconhecidos símbolos da monarquia britânica.
St Katherine Docks
Ao deixarmos este monumento para trás, o olhar é inevitavelmente atraído pela silhueta inconfundível da Tower Bridge. Em redor, centenas de turistas disputam os melhores ângulos para a contemplar, transformando este espaço num constante vaivém de línguas, máquinas fotográficas e sorrisos. Também nós nos deixámos envolver por esse momento, juntámo-nos à multidão e encontrámos um lugar onde nos sentámos, sem pressas, apenas a admirar a extraordinária arquitetura desta ponte icónica, observando a forma como se ergue sobre o Tamisa com uma elegância que continua a impressionar, mais de um século após a sua construção.
Mas depois continuámos o nosso percurso, sempre pela margem direita do Tamisa, até chegarmos à St. Katharine Docks, uma antiga zona portuária transformada numa das marinas mais elegantes de Londres. Foi inaugurada em 1828 para aliviar o congestionamento do porto da cidade, acolhendo, durante décadas, navios mercantes carregados de chá, especiarias e outras mercadorias provenientes dos quatro cantos do mundo.
Hoje, os antigos armazéns foram cuidadosamente recuperados e deram lugar a restaurantes, cafés e esplanadas, enquanto a marina acolhe iates e embarcações de recreio, criando um ambiente tranquilo e sofisticado, onde o passado marítimo da cidade continua subtilmente presente.
Sempre que por aqui passei, no percurso entre as docas e a Tower Bridge, nunca resisti a repetir esta fotografia. O grande relógio de sol, apontando para o céu, domina o primeiro plano, enquanto, ao fundo, a Tower Bridge se desenha em contraluz sobre o Tamisa. Entre sombras, luz e nuvens, cria-se uma composição de rara beleza, e que é, para mim, uma imagem de referência e um verdadeiro ex-líbris desta zona de Londres.
Tower Bridge
Atravessámos depois o rio Tamisa pela ponte mais icónica da cidade, a chamada Ponte da Torre de Londres.
A Tower Bridge foi inaugurada em 1894 e é um dos símbolos mais reconhecíveis de cidade. Foi construída para responder ao intenso crescimento urbano e para permitir a travessia do rio sem impedir a passagem dos grandes navios a caminho dos portos principais de Londres. A sua estrutura combina uma ponte basculante, em que os tabuleiros se elevam para abrir passagem às embarcações, com duas imponentes torres de estilo neogótico, concebidas para harmonizar com a vizinha Torre de Londres. Ao longo da sua história, assistiu às grandes transformações da capital britânica e sobreviveu aos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial.
Hoje, mais do que uma impressionante obra de engenharia vitoriana, a Tower Bridge é um dos maiores ícones de Londres, juntando património e inovação… e uma das mais belas vistas sobre o Tamisa.
Butlers Wharf
Já na margem direita, virando à esquerda à saída da ponte, exploramos uma zona de antigas docas, que é conhecida por Butlers Wharf.
Trata-se de um conjunto de antigos armazéns vitorianos construídos no século XIX para armazenar mercadorias de elevado valor, como chá, café, especiarias e borracha, provenientes de todo o Império Britânico. Após um período de decadência com o declínio da atividade portuária, foram cuidadosamente recuperados nas décadas de 1980 e 1990, transformando-se numa zona elegante de apartamentos, restaurantes e galerias.
Hoje, preservam o seu carácter industrial, tornando-se um dos recantos mais agradáveis para passear junto ao Tamisa, oferecendo uma das mais belas perspetivas sobre a Tower Bridge.
Potters Fields Park e a antiga City Hall
Continuando na margem direita do rio, passamos de novo pela zona da ponte e vamos encontrar um parque bonito e moderno, o Potters Fields Park. Este passeio é uma pequena viagem pela transformação de Londres, entre a memória dos antigos cais do Tamisa e a arquitetura ousada da cidade contemporânea.
Junto ao rio salienta-se a presença de um edifício de aspeto moderno, de forma oval e inclinada. Na altura da nossa última visita, este era o prédio da Câmara Municipal da cidade, porém, mais recentemente, em 2022, os serviços desta entidade mudaram para outro local e este edifício passou a ser conhecido como a antiga City Hall.
No Potters Fields Park, entre árvores, relvados e alguns edifícios modernos, vive-se o movimento tranquilo da margem do rio, onde se abrem belas perspetivas sobre a ponte e a margem oposta, com a torre e os edifícios da City. É difícil imaginar que este lugar, hoje tão sereno, tenha sido outrora marcado por cerâmicas, armazéns, cais e pelo incessante movimento de mercadorias no Tamisa.
The Queen's Walk, HMS Belfast e Hay's Galleria
Desta praça sai um passeio pedonal ao longo da marginal do rio, o chamado Queen's Walk, que nos prolongam a experiência de caminhar por uma cidade moderna, mas que preserva as marcas dos antigos bairros portuários.
Em frente, em pleno rio, encontramos o HMS Belfast, um antigo cruzador ligeiro da Marinha Real Britânica, hoje transformado em navio-museu e permanentemente ancorado no Tamisa, junto à Tower Bridge. Foi construído nos anos 1930 e entrou em serviço em 1939, participando na Segunda Guerra Mundial, incluindo no desembarque da Normandia, em 1944, e ainda na Guerra da Coreia. Com cerca de 187 metros de comprimento, é um dos poucos navios de guerra históricos ainda preservados em todo o mundo. Hoje, é um museu que pode ser visitado, mas é fundamentalmente uma marca na paisagem do Tamisa, combinando na perfeição com a silhueta da Tower Bridge.
Nesta zona encontram-se alguns edifícios históricos que, ao longo dos anos, foram cuidadosamente renovados e transformados, dando uma nova vida aos antigos bairros das docas, sem, contudo, apagar as marcas da sua origem. São espaços onde a modernidade se instala sobre a memória de uma Londres portuária, preservando ainda a atmosfera genuína de outros tempos.
Desses edifícios, destaco a Hay’s Galleria, construída no século XIX como parte do antigo Hay’s Wharf, um importante complexo portuário por onde passavam mercadorias vindas de todos os cantos do mundo. Hoje, desde a sua transformação no final do século XX, a antiga galeria de comércio deu lugar a um elegante espaço de lojas, cafés e restaurantes. Mas é sobretudo a sua magnífica cobertura de vidro e ferro que conserva a alma dos antigos armazéns das docas, deixando entrar a luz e criando uma atmosfera quase intemporal. No centro, a escultura The Navigators, de David Kemp, parece recordar esse passado marítimo, evocando os homens, os navios e o intenso movimento comercial que durante séculos fizeram do Tamisa o coração económico de Londres.
The Shard
A próxima referência que se impõe nesta zona da cidade é o imenso arranha-céus conhecido por The Shard (o Fragmento), ou Shard of Glass.
Projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano e inaugurado em 2012, tornou-se rapidamente um dos edifícios mais emblemáticos do moderno skyline de Londres, sobretudo visto a partir da outra margem do rio. Com os seus 310 metros de altura, é o edifício mais alto do Reino Unido. A sua forma esguia, revestida por grandes painéis de vidro, foi concebida para evocar uma enorme lasca de vidro que parece rasgar o céu e emergir da própria cidade.
Hoje, o The Shard é um dos grandes símbolos da Londres contemporânea e, no seu miradouro, The View from The Shard, proporciona uma das mais impressionantes panorâmicas sobre a cidade, estendendo o olhar por Londres em todas as direções… numa curiosa ironia: lá do alto vê-se praticamente toda a cidade, menos o próprio The Shard, que teremos de observar cá de baixo.
Southwark Cathedral, Borough Market e Golden Hinde
Atravessando o alinhamento da London Bridge, entramos num bairro com algumas atrações que podemos visitar.
Começando no Borough Market, que é um dos mercados mais antigos e famosos de Londres. Com origens que remontam a vários séculos, tornou-se um verdadeiro paraíso gastronómico, reunindo bancas de produtos frescos, queijos, carnes, pão, doces e especialidades de diversas partes do mundo… mas tudo caro. Instalado sob uma elegante estrutura de ferro e vidro, mantém ainda hoje o ambiente vibrante e popular de um mercado tradicional, sendo um dos lugares mais interessantes para sentir o lado mais genuíno e cosmopolita de Londres.
Perto deste mercado está a Southwark Cathedral, uma das igrejas anglicanas mais antigas de Londres, com raízes medievais e uma história intimamente ligada à vida desta zona junto ao Tamisa. O atual edifício, de características predominantemente góticas, guarda no seu interior diversos elementos históricos e memoriais, incluindo referências a William Shakespeare.
Terminamos com o Golden Hinde, que é uma réplica em tamanho real do famoso navio de Sir Francis Drake, com o qual o navegador inglês completou a primeira circum-navegação inglesa do mundo entre 1577 e 1580. Ancorada junto ao Tamisa, a embarcação permite imaginar as condições das grandes viagens marítimas do século XVI, embora o navio atualmente existente seja uma reconstrução do século XX. Hoje funciona como museu e constitui uma presença curiosa neste passeio pela margem sul do Tamisa, entre as antigas docas.
E assim terminámos este primeiro grande passeio por Londres, percorrendo a City e a margem Sul do Tamisa, entre igrejas medievais, antigos mercados e docas, monumentos ligados à história da monarquia e uma verdadeira floresta de modernos arranha-céus, que parecem crescer todos os dias.
Foram cerca de 7 km de caminhada… o que, convenhamos, é coisa para meninos! Este percurso levou-nos por uma Londres onde o passado e o presente convivem lado a lado, muitas vezes separados apenas por uma rua, uma ponte ou um edifício. Entre a velha Torre de Londres e o moderno The Shard, entre as antigas docas e os novos espaços junto ao rio, fomos descobrindo uma cidade que não apaga a sua história, mas que também nunca deixa de se reinventar.
E depois de tanta história, arquitetura, pontes, mercados e paisagens sobre o Tamisa, estava na hora de regressar ao hotel, mas haveríamos ainda de aproveitar para uma saída noturna, mais perto do hotel, para desentorpecer as pernas depois de um dia tão “parado”.… é que em Londres é difícil ficarmos muito tempo quietos.
Carlos Prestes
Abril de 2014
sábado, 7 de março de 2026
Prestes a Partir – Blogue de Viagens
Este Blogue surgiu pela sugestão, quase persistente, de vários amigos, que foram também companheiros de algumas das viagens que aqui vou relatar, e constitui, sobretudo, um veículo para fazer perdurar as memórias e emoções vividas ao longo de mais de três décadas, por quase 40 países e 300 locais, que aqui vou tentar recordar.
Aqui encontraremos crónicas detalhadas de cada viagem, sendo o acesso a cada uma dessas crónicas feito através dos links ativos que surgem ao longo do índice representado nas páginas que organizei por continentes, sendo que, até agora, a grande maioria dos locais visitados e aqui descritos, ficam no continente europeu, esperando gradualmente vir a visitar outros destinos mais longínquos, cujas crónicas irei trazendo a este espaço.
Complementando ainda a narrativa exibida na forma de crónicas detalhadas, mostro-vos um breve registo feito em vídeo, com algumas das viagens relatadas, apresentando as principais fotos que foram utilizadas.
Estas crónicas não são um espaço de escrita apenas pessoal, porque as viagens aqui descritas foram muitas vezes uma partilha de experiência e emoções com aqueles que me acompanharam. Desde logo a minha companheira de todas as aventuras de uma vida e cúmplice desta paixão de viajar, a minha mulher Ana Lúcia, a quem vou dedicar cada um dos textos e imagens que aqui venha a registar. Às minhas quatro filhas, nem sempre companheiras de viagem, mas sempre as principais fontes de inspiração, dedico também cada uma das memórias que aqui vou relatar.
Estas crónicas não são um espaço de escrita apenas pessoal, porque as viagens aqui descritas foram muitas vezes uma partilha de experiência e emoções com aqueles que me acompanharam. Desde logo a minha companheira de todas as aventuras de uma vida e cúmplice desta paixão de viajar, a minha mulher Ana Lúcia, a quem vou dedicar cada um dos textos e imagens que aqui venha a registar. Às minhas quatro filhas, nem sempre companheiras de viagem, mas sempre as principais fontes de inspiração, dedico também cada uma das memórias que aqui vou relatar.
Vou também escrever para quem me queira ler, quem queira conhecer os meus relatos, não apenas pela curiosidade mas também pela informação que vou tentar transmitir, tornando este Blogue numa espécie de guia de viagens. Não terei a preocupação de ser consensual nas escolhas que aqui vou relatar, pelo contrário, tentarei ser sempre fiel às viagens que fiz, tal como as fiz, sem quaisquer filtros, ainda que, em várias situações, um determinado destino ou uma determinada escolha não se tenham revelado como os mais favoráveis. O registo de viagens que aqui vou referir será necessariamente o meu, com a minha busca daquilo que mais gosto, da forma e no ritmo que entendi ser o mais adequado a cada situação e em cada local. Não existem fórmulas para que uma viagem cumpra o seu objetivo de nos encher a alma e nos fazer sentir vivos, por isso, cada um de vós, leitores, terá de seguir o seu próprio caminho e escolher o seu próprio ritmo, tal como eu e os meus parceiros de viagem, seguimos e escolhemos os nossos.
Antes de iniciar a escrita senti necessidade de organizar a forma de apresentação dos relatos de cada viagem, sabendo que algumas estão ainda bastante presentes e outras estão já muito distantes. Mas, para que esse efeito de memória, mais viva ou mais vaga, não se torne evidente na escrita, decidi recordar cada uma das viagens de forma totalmente aleatória. E será desta forma que serão publicados, pela ordem em que os vou escrevendo e não pela sua ordem cronológica.
Termino com a ligação a uma outra página, para quem pretenda uma visão mais instantânea de alguns lugares, sem entrar no detalhe que o formato da crónica impõe, recomendo também a ligação ao Blogue que criei recentemente com esse conceito mais light. Neste caso, e como o nome indica, a cada foto corresponderá apenas uma breve história ou descrição:
(site em construção)
Carlos Prestes
Abril de 2015
José Carlos Prestes
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Engenheiro Civil e Professor no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa
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Engenheiro Civil e Professor no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa
Local:
Portugal
sexta-feira, 6 de março de 2026
Prestes a Partir - EUROPA
A grande maioria das viagens que realizei ao longo de cerca de quarenta anos foram feitas pelo continente europeu, que percorri de Norte a Sul, visitando mais de trinta países, como se representa no mapa seguinte. Nestas viagens visitei várias vezes alguns destes países, cujas crónicas podem ser consultadas nos links que apresento na lista abaixo (embora, alguns deles estejam inativos, por estarem ainda por escrever).
Itália
França
- Paris
- Disneyland
- Córsega
Espanha
- Barcelona
- Menorca
- Ibiza
- Maiorca
- Pirenéus
- Andorra - Valldnort - País Basco, Cantábria, Navarra e La Rioja
- Outras Cidades do Norte (Aragão e Castela-Leon)
Ilhas Britânicas
- Londres
- República da Irlanda
- Escócia
Europa Central
- Alemanha
- Áustria
- Bélgica
Europa de Leste
- Praga
- Polónia
Escandinávia
- Helsínquia
- Noruega, dos fiordes ao sol da meia-noite
Grécia
- Atenas
- Ilhas Gregas
Portugal
- Minho
- Alentejo
Prestes a Partir - ÁFRICA
Norte de África
- Cidades de Marrocos
- Praias e cidades da Tunísia
Cabo Verde
- Ilha da Boavista
Moçambique
- Província de Maputo
- Gaza e Inhambane
- Tete
África do Sul e Swazilândia
- No Kruger Park em safari
Prestes a Partir - AMÉRICA
Estados Unidos
- New York
- Florida
- Costa Leste
México
- Cidade do México
- Riviera Maia
Brasil
- Natal
- Pernambuco e Alagoas
Caraíbas
- Cuba
- Bahamas
- República Dominicana
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