sábado, 14 de fevereiro de 2026

Ilhas Hong


A visita às ilhas Hong foi mais um dos momentos marcantes desta viagem à Tailândia. O tour que reservámos incluía o transfere do hotel, o passeio de barco e o almoço, que foi servido numa das ilhas, para além das habituais águas, fruta descascada para o lanche e o equipamento de snorkeling, tudo isso por cerca de 40€/pessoa.

A viagem levou-nos ao conjunto de ilhas assinaladas a verde neste mapa:
 

Desta vez, não fomos de barco de cauda-longa, mas sim de lancha rápida, para não perdermos muito tempo nos percursos. Numa lancha destas, podemos tentar ficar nos lugares ao ar livre, que ficam à frente, o que recomendo, mas há que ter cuidado e usar sempre protetor solar.


Ko Hong Island

Ao nos aproximarmos do arquipélago das ilhas Hong, começámos pela Ko Hong Island, onde a paisagem tropical nos impressiona pela sua beleza intocada, onde dominam, uma vez mais, as grandes falésias calcárias, cobertas de vegetação densa.
Nesta ilha começámos por atravessar o estreito Koh Hong Canal, que dá acesso à bonita Hong Lagoon. Este percurso é, por si só, uma experiência especial, ao atravessarmos um canal que rasga as formações rochosas que se erguerem abruptamente de ambos os lados, dando a sensação de estarmos a entrar numa passagem secreta para um cenário que esperamos ser paradisíaco. Mas a verdade é um bocado diferente - nem a entrada é secreta, pois fazem-se filas de barcos para entrar e sair, nem a lagoa é assim tão paradisíaca, embora seja bastante bonita.
Já no interior, permanecemos algum tempo sempre dentro do barco, que foi rodeando calmamente as margens, permitindo-nos apreciar cada detalhe da paisagem. As águas verdes e cristalinas, que contrastam com as encostas cobertas de vegetação densa, criam um ambiente sereno e de grande beleza.
No final, aproveitámos para tirar a fotografia da praxe, um simples registo, mas essencial para provar que ali estivemos e para ajudar a guardar na memória toda a experiência que ali vivemos.
No trajeto seguinte, contornámos a ilha até chegarmos ao lado oposto, onde o barco ancorou num pequeno pier, meio improvisado, junto à Ko Hong Beach, ao pé do qual encontrámos vários barcos de cauda-longa que aguardavam pelo regresso dos seus passageiros.
Saímos do barco e fomos entrando numa paisagem de floresta tropical, rodeada por areia branca e águas calmas, de um intenso azul-turquesa - o típico desta zona da Tailândia, como se fosse só mais um dia normal - uma vez mais, um verdadeiro cenário de cartão-postal.

Para além das paisagens fantásticas, temos também as águas mornas e um clima de tranquilidade que nos envolve e do qual podemos usufruir. E usufruímos… ficámos por ali algum tempo, a aproveitar cada momento, explorando, não só a praia, mas também o fundo do mar, numa zona rica em corais, usando o equipamento de snorkeling que nos foi dado.

Quem nos conhece sabe bem que a nossa atividade neste tipo de praias de água quentinha é um bocado monótona - permanecemos de molho, ora de máscaras a espreitar o fundo, ora simplesmente a existir, sem pressas, e por ali nos deixamos ficar até que a pele fique engelhada.

Durante o tempo que passámos nesta praia, e sempre que conseguíamos sair da água, ainda aproveitámos para uns pequenos períodos de banhos de sol, e deu também para percorrer de lés-a-lés as duas baías que ali se formam, sempre com as bonitas paisagens a acompanhar-nos.

Durante a nossa estadia, aproveitámos ainda para escalar uma imensa escadaria que nos levou a vários pontos de observação no alto de um dos penhascos. Nestes miradouros, que atingimos a duras penas, temos uma visão privilegiada da envolvente, anunciada como um View Point 360º… e, de facto, à medida que avançamos, vão-se revelando diferentes perspectivas: ora sobre a própria Ko Hong Beach, ora sobre o mar, matizado em tons de azul infinito e salpicado pelas ilhas deste arquipélago.



Koh Pakbia

O próximo percurso de barco levou-nos até à praia da ilha de Koh Pakbia, um pequeno banco de areia com rochedos e corais, de um lado e de outro e, mais uma vez, com águas muito apetecíveis. E talvez fosse o calor que nos acompanha, sempre húmido, ou talvez seja o convite silencioso que nos é feito pelas águas - mas a verdade é que não resistimos e voltámos a mergulhar… parece quase doentio. Aquele gesto simples, quase automático, de entrar no mar como quem regressa a um lugar que nos é familiar, está a tornar-se uma constante aqui na Tailândia.

À nossa frente, como parte integrante deste cenário, ergue-se a Rai Island. Não é apenas um pano de fundo - é uma presença constante, moldando a paisagem e dando-lhe profundidade, com as suas formas recortadas, cobertas de vegetação, que combinam com a imagem do mar, aqui também esverdeado, formando um quadro que parece ter sido cuidadosamente desenhado.


Ko Lao Lading

A última paragem do dia aconteceu na Lading Beach, a praia da ilha de Lao Lading. É mais uma das belas ilhas do arquipélago das Hong, algo semelhante às restantes ilhas que visitámos durante o dia. Vista do mar, destaca-se pelas suas encostas calcárias cobertas de vegetação densa, que descem abruptamente até à água, criando um contraste bonito com os tons claros e transparentes do mar.
A sua praia principal, a Lading Beach, mantém essa mesma simplicidade natural, não é uma praia de grandes dimensões nem tem grandes infraestruturas, mas é precisamente isso que lhe dá carácter. A areia clara, a água calma e a relativa tranquilidade fazem dela um bom ponto de paragem para finalizarmos este belíssimo dia.
É o tipo de lugar que se saboreia devagar, sem pressa nem intenção de partir. Um refúgio perfeito para mais uma pausa entre mergulhos - que nunca nos cansam - e para deixar que o olhar se perca ao redor da paisagem.

Ali, não há propriamente nada para fazer… e ainda bem. Resta-nos o essencial, que é estender o corpo ao sol, sobre a areia morna, ou ficar de molho naquelas águas irresistíveis, enquanto o tempo parece ficar suspenso.

A praia de Lading Beach, tal como a maioria das praias por onde passámos ao longo deste dia, segue a mesma tendência: um ambiente resguardado, de areia clara, mar calmo e vegetação densa, compondo um cenário íntimo que nos convida a ficar, e absorver cada detalhe - nem que seja só mais um pouco -  antes de seguir de viagem.