Ao segundo dia em Krabi fizemos um dos percursos mais populares nesta zona da Tailândia, que nos leva a visitar as chamadas quatro ilhas. Esta viagem custou 34€/pessoa no GetYourGuide, com recolha no hotel, passeio num barco de cauda longa, equipamento para usarmos numa paragem para snorkeling e um almoço com comida típica tailandesa, e ainda água engarrafada e fruta para o lanche… tudo isto durante cerca de seis horas.
A van que nos apanhou no hotel levou-nos até ao porto principal de Ao Nang, um braço de mar natural que serve de marina.
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A visita às quatro ilhas na região de Krabi foi, sem dúvida, um dos pontos altos desta viagem, combinando paisagens deslumbrantes, praias paradisíacas e experiências únicas no mar.
East Railay Bay
Começou com a chegada à península de Railay, a mesma onde tínhamos estado ontem, mas seguindo para o lado oposto, na East Railay Bay, onde passámos pelas grandes falésias calcárias que se elevam do mar, cobertas de vegetação tropical e criando um cenário dramático e ao mesmo tempo tranquilo. Aliás, estes maciços são mesmo uma parte da atração turística destas baías, pois oferecem ótimas condições para se fazer escalada, que é muito procurada pelos visitantes. Existem vias para todos os níveis, desde iniciantes a escaladores experientes, e é comum encontrar escolas que organizam experiências com instrutores. A rocha tem boa aderência e muitos apoios naturais, o que torna a escalada acessível e segura.
Quem subir as paredes destes rochedos com vista para o mar e para toda a vegetação tropical da envolvente, certamente vai ter uma experiência memorável… mas não foi o nosso caso, que nos limitámos a observar cá de baixo, com os pés bem assentes na terra.
A East Railay Bay é uma bela baía onde o barco fez a sua primeira paragem. Aqui, o mar é calmo, quase sem ondulação, mas a paisagem não é dominada por areais extensos, em vez disso, a linha de costa é marcada pela concentração de coqueiros, e por zonas de mangal e lamaçais, que se tornam mais visíveis durante a maré baixa, dando à baía um aspeto natural e intocado.
As águas têm tons mais escuros, reflexo da vegetação e do fundo lodoso, contrastando com o azul-turquesa típico de outras praias da região, o que faz com que esta zona não seja nada apetecível para banhos.
Ao longo do espelho de água é comum ver barcos de cauda longa ancorados ou a chegar lentamente, reforçando a sensação de autenticidade e formando um belíssimo enquadramento com a paisagem da costa.
Phra Nang Beach
A partir daí, seguimos caminhando por trilhos rodeados de vegetação densa até alcançar a incrível Phra Nang Beach. Esta praia é simplesmente fantástica, com águas mornas e cristalinas que convidam imediatamente a mergulhos relaxantes num cenário quase idílico. Ficámos por aí algum tempo, sempre dentro de água… que sol temos nós muito cá na nossa terra.
De regresso ao barco, seguimos viagem passando junto à belíssima Ko Poda Beach, que ficaria guardada para mais tarde, mas deixou-nos, desde já, com água na boca.
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Tub Islands
O próximo destino estava logo ali à frente, as fascinantes Tub Islands, provavelmente o ponto mais marcante de todo o percurso. Trata-se de um autêntico cartão-postal tropical, formado por uma pequena língua de areia que liga estas duas ilhotas em pleno mar.
É das coisas mais belas que podem ser encontradas na Tailândia… areia branca e águas mornas com tons azul-turquesa, pouco profundas e cristalinas, ideais para relaxar, e à volta, ilhas cobertas por vegetação verde e barcos de cauda longa, completam um cenário simples, mas absolutamente deslumbrante.
Este areal e estas águas magníficas formam um cenário de uma beleza que é difícil de descrever, e foi, sem dúvida, um dos locais mais impressionantes de toda esta viagem ao Sul da Tailândia.
Apenas uma pequena língua de areia fina e tão branca que quase encandeia, emerge por entre as águas mornas e cristalinas, num convite que não recusámos, para mais uns mergulhos demorados, sempre deslumbrados por estas paisagens inacreditáveis.
Em frente às Tub Islands fica a Ko Po Da Nok, uma pequena ilha que pode ser alcançada a pé quando a maré está baixa, graças a um banco de areia que emerge. Embora, no momento da visita, a maré não estivesse totalmente vazia, ainda era possível ver alguns visitantes a tentar a travessia, caminhando com a água pelas pernas, num equilíbrio curioso entre mar e terra.
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Antes de partirmos para outra paragem, fica um último olhar, em tom de despedida, deste pequeno recanto que nos encantou.
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Chicken Island
A experiência seguinte levou-nos a explorar o fundo do mar num spot de snorkeling próximo da Chicken Island. À volta de um maciço de coral, mergulhámos num autêntico aquário natural - apesar de não haver peixes de grande porte, como nos mergulhos com garrafa - aqui, a abundância de pequenos peixes coloridos cria um espetáculo fascinante. Desde o primeiro instante, somos rodeados por dezenas deles, que nos acompanham durante todo o percurso.
Entre os momentos mais especiais, destacou-se o encontro com uma anémona onde viviam dois peixes-palhaço - dignos de um filme que todos conhecemos - e a inesperada aparição de um pequeno tubarão da espécie black tip. Apesar de inofensivo, dentro de água parece bem maior, e causou algum susto. A Marta estava pouco à vontade no seu batismo de mergulho, e até incomodada com a proximidade dos peixes pequenos… e foi ela quem primeiro viu o tubarão, imaginem o susto!
No final deste emocionante mergulho, passámos ainda junto à Chicken Island, cujo nome se torna óbvio ao observar o seu perfil: a formação rochosa lembra claramente o pescoço de uma galinha.
Ko Poda Island
A última paragem foi na Ko Poda Island… e se há lugares que parecem inventados pela mão do divino, esta ilha será certamente um deles.
As rochas calcárias, moldadas por séculos de vento e sal, erguem-se como sentinelas quietas, observando o vai-vem da maré. À distância, parecem proteger a ilha, como se soubessem que aquele pedaço de mundo não pertence inteiramente à realidade, mas a algo mais delicado, mais raro.
Ali, o tempo vai-se dissolvendo e apetece-nos ir ficando, se possível ficar por lá até nos cansarmos, dormindo cada noite de luar e acordando sempre neste pedaço de céu… mas, infelizmente – ou felizmente – não há quaisquer alojamentos nesta ilha, e ao final do dia todos a abandonam, deixando este lugar numa quietude absoluta, sem humanos que o possam testemunhar.
O coração da ilha é sombreado por uma intensa vegetação tropical, rodeada por uma língua de areia branca e águas que oscilam entre o verde-esmeralda e um azul impossível. Foi nessa floresta acolhedora, onde pontuam algumas mesas e bancos, que nos serviram um almoço típico tailandês, com vários pratos para degustação e terminando, como sempre, com frutas suculentas e doces, previamente descascadas.
O restante tempo foi passado a aproveitar as praias. De um lado, encontrava-se a zona mais frequentada, perfeita para banhos e descanso.
Mas foi do lado onde os barcos atracam que se revelaram as paisagens mais impressionantes: menos gente, mais tranquilidade e uma vista privilegiada para a Ko Ma Tang Ming, mais um daqueles imponentes rochedos verticais que parecem nascer diretamente do mar. Este cenário, combinado com os tradicionais barcos de cauda longa e as águas de um azul-turquesa intenso, cria uma imagem perfeita e digna de um postal.
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Foi um dia verdadeiramente memorável, repleto de instantes únicos que se foram revelando a cada paragem, como pequenos tesouros inesperados. Em cada recanto, a natureza parecia reinventar-se, confirmando a magia quase intocada desta região da Tailândia.
No fim, levamos connosco mais do que estas belas imagens que as fotos eternizam, fica também uma sensação de incredibilidade, como se tivéssemos tocado algo raro e efémero… lugares tão deslumbrantes que desafiam a própria realidade, deixando-nos com a certeza de que certos níveis de beleza, já não se explicam, apenas se sentem.
Fevereiro de 2026
Carlos Prestes
Carlos Prestes
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