Vamos terminar estas crónicas sobre Krabi falando um pouco de Ao Nang, a pequena cidade que serve de base logística e turística a quem visita esta região. Este povoado é formado por uma rua principal que se dirige até ao mar, completamente preenchida por hotéis, restaurantes, bares e casas de massagens, e liga depois com a marginal, que acompanha a baía, onde se encontram dezenas de lojas, e também vários restaurantes e bares, e até um dos principais night markets da zona.
No mapa seguinte, registam-se a grená os locais mais notáveis na envolvente de Ao Nang e a própria Railay Beach, uma praia de que já falei e que é um dos locais mais interessantes da região:
Como já referi numa outra crónica, a baía de Ao Nang não é muito apetecível para aproveitarmos a praia, pois certamente será bastante poluída. Por isso, quando quisermos ter algum tempo para banhos de sol e de mar, ou devemos apanhar um dos barcos que fazem a ligação até à praia de Railay Beach, como já falei lá atrás, ou temos a alternativa de caminhar até à Pai Plong Beach.
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Esta praia é bastante bonita, mas estava um pouco suja, pois decorrem por lá os trabalhos de reabilitação do hotel Centara Grand Beach Resort, e são os detritos dessas obras que deixam a praia conspurcada… ou seja, quando acabarem estas obras a praia voltará a ser uma boa opção.
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O acesso a esta praia é feito através de um curioso trilho, o Monkey Trail, um caminho acidentado, formado maioritariamente por escadarias e passadiços de madeira, onde demoramos cerca de 10 minutos entre a zona de Ao Nang e a Pai Plong Beach, e podemo-nos cruzar com a comunidade de símios que por ali mora.
A travessia começa junto a um pequeno templo, e é logo ali que aparecem os primeiros macacos, que dão o nome a este trilho.
Depois seguimos caminho, enfrentando algumas subidas mais exigentes, até começarmos a vislumbrar a belíssima baía de Pai Plong Beach. Pelo percurso, é bastante provável cruzarmo-nos novamente com famílias de macacos - curiosos e aparentemente simpáticos, mas sempre atentos a qualquer oportunidade para apanhar comida que esteja menos protegida.
Voltando de novo a Ao Nang, encontramos várias alternativas de esplanadas junto ao mar, para comer ou beber alguma coisa, com as bonitas vistas da Ao Nang Beach. Podemos escolher os ótimos sumos de fruta, os meus favoritos, e que, nesta fase de fim de férias, já bebemos com o copo cheio de gelo, como apetece, pois o risco de intoxicação e o impacto que isso teria nas férias, começa a ser muito mais reduzido.
Ainda junto à baía principal de Ao Nang vamos fazendo uma caminhada relaxante, com o mar de um lado, e com a marginal, por vezes cheia de turistas, do dado oposto.
Pelo caminho, passamos por uma das estátuas de referência desta marginal, que retrata uma cena de pesca com uma animal corpulento, um imenso espadarte.
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Durante a noite toda esta zona marginal adquire um ritmo frenético, com restaurantes e bares, e as suas lojas de artigos diversificados - e com muita pirataria - o que nos leva a passar por ali diariamente, ou para jantar ou para fazer compras.
Nesta cidade existem dois night markets importantes, que estão assinalados no mapa, e onde são vendidos todo o tipo de produtos e também com bancas de street food, com a variedade de petiscos.
Para finalizar os nossos serões acabávamos sempre a passear junto à praia e, por vezes, encontrámos por ali alguns eventos especiais – sobretudo porque passámos lá o Dia dos Namorados e o Ano Novo Chinês. Assim, assistimos a algumas decorações luminosas e fogos, como o hábito oriental de se lançar balões flutuantes luminosos, que sobem pelo ar quente produzido pelas chamas.
E assim terminámos algumas noites, contemplando o espetáculo que é seguir os balões luminosos que se elevavam suavemente pelo céu escuro, pintando-o com pontos mágicos de luz.
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Assim termina o relato desta viagem pela Tailândia. De Krabi, voaríamos diretamente para o Dubai, fechando um percurso que se revelou, em todos os sentidos, extraordinário.
Foi uma viagem que surpreendeu - não pela grandiosidade anunciada, mas pela forma subtil como se foi revelando, dia após dia. Não esperava gostar tanto. E talvez por isso tenha sido ainda mais especial: porque me conquistou sem aviso, com a leveza das coisas que não se antecipam, mas que acabam por ficar.
Fevereiro de 2026
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