sábado, 27 de abril de 2024

West Coast Highlands


Acordámos já em Fort William pois queríamos estar junto ao Viaduto Glenfinnan às 10h15, a hora certa para ver passar o comboio a vapor que, no imaginário de todos, vai a caminho de Hogwarts, a famosa escola de magia do universo Harry Potter, transportando mais uma nova turma de futuros feiticeiros.

Tínhamos programado este dia para conhecer a parte mais Ocidental das Terras Altas escocesas, a West Coast Highlands, chegando ao final da tarde a Glasgow, a segunda cidade da Escócia.

Cumprimos os objetivos planeados e percorremos os trilhos marcados a azul no mesmo mapa da Escócia que nos tem vindo a acompanhar ao longo destas crónicas:
 


Viaduto Glenfinnan

Começámos o dia fazendo os 30 km que ficam entre Fort William e o Viaduto Glenfinnan. A ideia era conseguirmos estar na encosta sobre o viaduto exatamente às 10h15, esperando a passagem do comboio a vapor, o Jacobite Steam Train, que ficou famoso pelos filmes da saga Harry Potter, pois era este o comboio que levava os alunos para a escola de magia Hogwarts… num momento especial, que é muito mais do que estarmos apenas a olhar para um comboio antigo a deitar fumo pela chaminé.

Para chegarmos até ao viaduto estacionámos perto da estrada, onde há um estacionamento pago, £3,50 para o dia todo. Depois fizemos o percurso até à base do viaduto, que demorou cerca de 20 minutos, e a seguir subimos a colina para arranjar o melhor ponto de observação para ver o comboio a passar. Se estivesse uma manhã chuvosa, o que seria muito provável, ou não estivéssemos na Escócia, iriamos começar o dia logo todos enlameados… mas, por milagre, estava um lindo dia de Sol e ainda nos bronzeámos enquanto esperávamos a chegada do comboio, algo raro em terras escocesas.

O comboio que passa de manhã sai de Fort William, e vem de Este para Oeste, ou da direita para a esquerda, quando olhamos para o viaduto enquanto nos aproximamos. Mais tarde, já depois da hora de almoço, volta a passar, mas no sentido contrário.
A subida é uma festa, com muita gente animada a ocupar os seus lugares, com várias famílias com miúdos, aguardando pela carga de magia que a passagem daquele comboio vai trazer.

Depois é só esperar, ficando a apreciar as belíssimas paisagens da envolvente, não só do próprio viaduto, mas também das montanhas, ainda cobertas de neve nesta altura. Não sei se será habitual o comboio não chegar a horas, mas, desta vez, parecia um comboio da CP, chegou com quase 40 min de atraso, deixando toda a gente um bocado ansiosa.

Mas ao final deste longo atraso lá começámos a ouvir os ruídos de uma composição pesada que se aproximava. Logo de seguida parou já sobre o viaduto e começou a preparar a “mise en scène”, aumentando gradualmente a quantidade de fumo que saía pela chaminé, até retomar a marcha e fazer a sua passagem triunfal, já a todo o vapor, para satisfação e alegria de todos os que ocupavam a encosta, mas também para os próprios passageiros do comboio que acenavam com entusiasmo.

Foi um momento emocionante, talvez tenha sido ainda potenciado pelo atraso, que já nos estava a fazer desacreditar que iriamos mesmo conseguir entrar nesta encenação, quase como quem participa num dos filmes da série, fantasiando que ali iam mesmo os novos alunos do curso de magia a caminho de Hogwarts.
À saída do viaduto regressámos ao estacionamento onde se encontra uma pequena colina com acesso pedonal. Subimos a pé até ao miradouro que fica no topo, e aproveitámos para apreciar as paisagens mais bonitas que podem ser vistas nesta zona… dum lado temos uma outra perspetiva do Viaduto e, do outro lado, temos a vista sobre a imensa baía onde se destaca um monumento, que a esta distância nos parece uma espécie de obelisco.

Este monumento, o The Lone Scotsman Jacobite Memorial, foi erguido em homenagem aos 1200 highlanders que se reuniram neste local antes de se dirigirem para a batalha de Culloden, uma das mais sangrentas da história do Reino Unido, onde os ingleses massacraram os escoceses… e cujo campo de batalha visitámos (tal como se encontra mencionado na crónica sobre a visita às Highlands).

A Revolução Jacobita surgiu quando os escoceses apoiaram o príncipe Charles Edward Stuart, uma das figuras heroicas da Escócia, tentando que este tomasse o trono inglês, derrubando o poder protestante e transformando o país numa monarquia católica. Décadas depois a causa foi continuando embora o príncipe que pretendiam ver coroado tivesse sido substituído pelos sucessivos herdeiros.

E foi aqui, nesta baía, que os cerca de 1200 apoiantes da causa Jacobita, se reuniram antes de percorrerem os mais de 130 km, grande parte ao longo do Loch Ness, até chegarem a Culloden, onde aconteceu aquela que seria a última batalha e o fim do movimento Jacobita… num desfecho que durou apenas 40 min, em que a força inglesa, muito mais poderosa e numerosa, dizimou os combatentes Jacobitas.

O monumento que encontramos nesta bonita enseada do Loch Shiel, é uma homenagem aos homens que aqui se reuniram, numa despedida antes daquela que seria a sua última batalha, e onde todos acabariam por morrer.


Glen Nevis

Fizemos depois o trajeto de volta a Fort William, um nome que vem do forte original que ali foi construído em 1654 para manter a paz nas Terras Altas. Mais tarde, este forte iria ser destruído, e reconstruído de novo, tendo funcionado, depois disso, como a principal prisão britânica nesta região.

As montanhas, os vales e as quedas de água de Glen Nevis, são a principal atração desta zona, e quisemos explorar alguns dos trilhos de caminhada que aqui existem, mas admito que poderia ser difícil fazê-lo, caso estivesse a chover torrencialmente, mas, felizmente, estava um dia bom, e lá partimos à aventura.

Começámos por uma estrada ainda razoável durante 9 km, que vai percorrendo um imenso vale e onde somos acompanhados por paisagens sempre bastante bonitas.
No troço seguinte, depois de termos chegado ao Lower Falls Car Park, começa uma daquelas estradas muito estreitas onde só passa um carro de cada vez, e seguimos por aí mais cerca de 3 km até ao Steall Waterfall Car Park, onde deixámos o carro… neste local de estacionamento, que não é organizado nem pago, a coisa pode não ser fácil e pode obrigar a algum tempo de espera, mas até tivemos sorte e arranjámos logo lugar.

Depois disso seguimos a pé cerca de 2 km, começando por subir toda uma colina, para mais à frente a descermos, até chegarmos à queda de água Steall Waterfall, a segunda mais alta de toda a Escócia.

A cascata é visível na parte final do caminho pelo que, nem todos continuam mesmo até à zona da queda de água. Mas quem quiser chegar até ao fim, como nós quisemos, tem ainda um novo desafio para vencer… é que o caminho é cortado pela passagem de um rio.

E assim, dispostos a qualquer desafio, lá tivemos que alinhar naquela que é a única alternativa que nos é dada para atravessar o rio, utilizando uma ponte rudimentar de cordas, cuja travessia obriga a alguma destreza (bem, não será exatamente de cordas, apesar de se chamar, Glen Nevis Rope Bridge, na verdade, é feita de cabos de aço)… mas lá fomos e conseguimos atravessar para a outra margem, e depois repetir a façanha no regresso.


Já na outra margem tivemos ainda que percorrer os trilhos junto ao rio que nos conduziam até à cascata, que ali era completamente dominante, quer pela sua envergadura imponente quer também pelo rugido ensurdecedor que a queda das águas provoca.

Já na base da cascata, é agora o momento certo para uma paragem mais demorada, para descansar um pouco, ou mesmo para algum tempo de reflexão ou, se possível, podemos ainda aproveitarmos para um lanchinho à beira das águas.



Glencoe

Depois de regressarmos a Fort William entrámos na estrada nacional que liga as Terras Altas a Glasgow, ao longo da qual fizemos várias paragens, a primeira das quais em Glencoe.

Neste local quisemos fazer mais uma pequena caminhada, esta de apenas 800 m, contornando as margens do bonito lago que ali se encontra… podia ser só mais um lago dos muitos que temos vindo a apreciar, mas é muito mais que isso, talvez por estar resguardado dos ventos, as águas revelam-se como um autêntico espelho, e as paisagens na sua envolvente tornam-se perfeitamente extraordinárias.



Three Sisters Viewpoint

Voltando à estrada A82, que nos leva para Sul, vamos agora atravessando o bonito vale do River Coe, onde fomos parando várias vezes para aproveitar as belas paisagens que nos são oferecidas.

Mais à frente paramos no principal spot deste local, em frente a três conjuntos montanhosos chamados de Three Sisters, lindíssimos e impressionantes, sobretudo pela sua grandiosidade.

Foi pena não termos apanhado uma Escócia verdejante, porque seria ainda mais bonito. E também foi pena já não termos tempo para ensaiarmos mais uma caminhada nesta zona do vale, para experimentarmos a imersão pelos trilhos que percorrem a base desta extraordinária cordilheira… mas acabámos por ficar apenas cá em baixo a apreciar a paisagem lá no alto destas três belas montanhas.


The Meeting of Three waters & Pass of Glencoe waterfall

Faltavam ainda dois pontos de paragem muito breves. O primeiro é formado por um conjunto de quedas de água, as chamadas cataratas de Glencoe, também conhecidas como Encontro das Três Águas do rio Coe.

Este é um local de fácil acesso, pois fica mesmo encostado à estrada, mas, na verdade, deixou-nos um pouco desiludidos, pois tinha visto fotos que mostravam quedas de água abundantes, mas, nesta altura, o que encontrámos não era mais do que um pequeno riacho a correr pela montanha.


Devil's Staircase Car Park

Um pouco mais à frente parámos numa zona de onde saem alguns trilhos para caminheiros mais experientes, nomeadamente o Devil's Staircase, uma caminhada famosa com 9 km, que vai até a um miradouro acima do topo da Escadaria do Diabo… mas não nos metemos ao caminho, já não cabia no nosso programa para este dia.

Limitámo-nos a apreciar a paisagem meio bizarra que dali se pode ver, com uma única casa no meio de um vale imenso… ideal para quem se dá mal com a vizinhança.


A cerca de 60 km para Sul começámos a encontrar o Loch Lomond, que funciona como zona balnear e cujas margens vamos percorrendo até chegarmos perto de Glasgow, onde terminámos mais um excelente dia por terras escocesas.


Abril de 2024
Carlos Prestes

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Ilha de Skye


Neste dia visitámos a Ilha de Skye, onde se encontram algumas das principais atrações da Highlands, percorrendo os caminhos assinalados a amarelo no mesmo mapa da Escócia:
 
Saindo do hotel junto à Skye Bridge, a ponte que liga o continente escocês à Ilha de Skye, iriamos passar o dia nesta Ilha, sabendo que iria ser um dia grande, tanto pela expetativa daquilo que iamos visitar, como também por ser um dia longo, pois teríamos de passar a noite em Fort William e isso ia-nos obrigar a percorrer 340 km, sendo que os primeiros 200 km serão feitos na ilha, e uma parte deles em estradas muito estreitas e sinuosas.


Fairy Pools

A primeira paragem na ilha foi nas Fairy Pools, um conjunto de riachos, quedas de água e piscinas naturais, que percorrem um imenso vale. Para chegarmos a esta zona temos de percorrer algumas estradas de uma só faixa de rodagem, apenas com algumas zonas pontuais de alargamento que permitem o cruzamento de dois carros. Depois vamos encontrar um parque de estacionamento bem organizado e com bastante espaço disponível, de onde podemos observar todo o vale das Fairy Pools, nesta altura com a vegetação muito amarelecida, ainda do frio do Inverno passado.
A visita a esta zona obriga a uma caminhada de cerca de 3 km para cada lado, ao longo do vale Glen Brittle, de modo a passarmos pelas quedas de água e pelas piscinas naturais mais interessantes, e foi esse o percurso que fomos fazendo tranquilamente, sempre sob a presença da imensa cordilheira Cuillin Hills.
O caminho é sempre em terra batida e cascalho e, em certos trechos, temos mesmo de saltar entre as pedras dos riachos, mas nada muito difícil, o que faz com que estes trilhos sejam bastante acessíveis, e encontramos vários idosos e famílias com crianças.

Ao longo do vale vamos começando a encontrar as quedas de água e as piscinas que dão o nome ao local de Fairy Pools, ou Piscinas das Fadas. As quedas de água maiores surgem a meio do percurso, mostrando algumas piscinas de água azul, sobretudo se estiver um dia de sol, mas mesmo estando o céu encoberto esse azul vivo fazia-se notar.

Depois de atingirmos o último lago regressámos pelo vale abaixo, terminando uma caminhada interessante, admito que seria bem mais bonita se estivesse um dia de sol e se os campos estivessem verdes, que é aquilo que esperávamos da paisagem escocesa, mas, nesta altura, ainda predominam os tons outonais.


Portree

A paragem seguinte foi na vila de pescadores de Portree, uma pequena terra junto ao mar, que é uma espécie de capital da ilha, e que se destaca pelas baías que ali se formam. Em torno da vila encontramos várias casas que se dispõem pelas encostas sobre o mar, com enquadramentos bastante bonitos.
Depois chegamos à vila e aí não há grande coisa para apreciar, apenas algumas ruas com a azáfama que resulta da presença dos turistas, mas com pouco para oferecer, para além de algumas cafetarias e restaurantes,

Mas no final desta povoação vamo-nos aproximar do porto, e é aí que encontramos a verdadeira imagem de marca de Portree, formada pelas casas do porto, todas coloridas, formando um conjunto bastante interessante.
Foi em torno deste porto que passámos a maior parte do tempo da nossa visita a esta vila, sempre apreciando as vistas que nos eram oferecidas dos dois lados da baía, e sempre com destaque para as casas coloridas que ali se encontram.

No troço seguinte, continuámos pela estrada que percorre toda a marginal do lado Este da ilha, a estrada A855, e onde se torna visível à distância o rochedo do Old Man of Storr, que iriamos visitar mais à frente, e que agora nos era revelado como um farol que nos orienta.




Bride's Veil Falls

Um pouco mais para Norte na estreita estrada A855 que, apesar do A, nada se assemelha a uma autoestrada, vamos encontrar as restantes atrações naturais da ilha.

A primeira dessas atrações é a Cascata do Véu da Noiva, uma queda de água que encontramos junto à estrada. Há um pequeno estacionamento e basta fazer um percurso curto, embora muito enlameado, e já estamos junto a esta queda de água.


Old Man of Storr

Pouco depois chegamos ao estacionamento que fica na base do rochedo mais visitado da ilha de Skye, o Old Man of Storr.
Escolhemos subir por um dos dois trilhos disponíveis, aquele que vai dar uma volta maior, descendo depois pelo trilho mais direto. Assim, subimos 3,3 km, bem durinhos, e descemos depois 2,2 km, num total de cerca de 5,4 km… seguindo mais ou menos os percursos representados neste mapa:
Nesta subida menos direta pudemos apreciar algumas belas paisagens da envolvente deste rochedo, que são menos visíveis se fizermos o caminho direto.


Para conseguirmos ver de perto este rochedo com uma série de pináculos que lembram a silhueta de um velhote, teremos de chegar bem lá em cima, senão ficamos a ver apenas esta barreira rochosa.
Mas nós fomos corajosos e conseguimos subir até ao topo, podendo assim apreciar as imagens do tal velhote, bem de perto.


Na descida, bem mais descontraída, não deixámos de continuar a apreciar as belas vistas que nos são oferecidas permanentemente, e fomos também vendo algumas das famosas ovelhas escocesas, que desafiam a gravidade subindo e descendo pelas ravinas.



Lealt Falls

Alguns quilómetros depois da grande escalada que acabámos de fazer parámos na atração seguinte, mais umas quedas de água, neste caso as chamadas Lealt Falls.

Mas ainda um pouco antes, num outro desvio que permitia estacionar, aproveitámos para ver esta parte da costa, onde existia um arco-íris que rebatia sobre o mar, num efeito bastante bonito e que não quisemos deixar de registar.
Chegámos depois às quedas de água que se formam no rio Lealt, e que mergulham entre vários patamares descendo um total de 90 m por um desfiladeiro estreito e arborizado. Encontramos aí uma plataforma de observação próxima do estacionamento, e podemos ainda seguir pelos percursos assinalados para conseguirmos observar todo o conjunto de quedas de água, as superiores e as inferiores.

Mais próximo do mar, seguindo sempre pelos passadiços que ali existem, vamos poder desfrutar das paisagens envolventes, de todo o espelho de água do mar que banha a ilha e também da praia que ali se forma... se é que lhe podemos chamar praia.


Kilt Rock e Mealt Falls

Na próxima paragem vamos estar perto da Mealt Falls, a queda de água que rasga a Kilt Rock, uma falésia rochosa vertical com 90 metros de altura, e cai diretamente junto ao mar.

Estes rochedos formados por colunas hexagonais de rocha basáltica, são cortados pelo curso de água que é alimentado pelo lago que fica imediatamente a montante, o Mealt Loch.

É uma das vistas mais espetaculares da ilha de Skye, basta parar o carro no estacionamento, que é pago, e ficarmos depois a observar a cascata a partir de uma plataforma que se encontra mesmo no limite da ravina… e que me deixou até com algumas tremuras de quem tem vertigens.


Quiraing

Já a mais a Norte da ilha vamos virar à esquerda por uma estrada que percorre o sopé do conjunto montanhoso que é chamado de Quiraing, seguindo por uma daquelas estradas estreitas que só permite o cruzamento de dois carros em zonas pontuais de alargamento.

Vamos percorrer toda uma envolvente montanhosa que foi formada por uma série de deslizamentos de terra, sendo que o deslizamento de Quiraing ainda se encontra em movimento, o que faz com que a estrada na sua base tenha de ser restaurada todos os anos.

Chegando ao topo da estrada sinuosa que percorre a encosta, vamos encontrar algumas paisagens maravilhosas, com falésias vertiginosas, colinas cobertas de trufeiras e alguns pináculos rochosos.
A melhor maneira de desfrutar desta oferta da natureza seria percorrer o Trilho Quiraing, um percurso circular com cerca de 7 km de extensão, que arranca do parque de estacionamento criado para apoio a estas caminhadas. O trilho é algo exigente e até vertiginoso, mas muito interessante, mas não o conseguimos fazer, pois trata-se de uma caminhada algo demorada e nós ainda tínhamos uma longa viagem para fazer neste dia.

Assim, ficámos com pena, mas limitámo-nos a percorrer apenas uma pequena parte do início do trilho, só para nos afastarmos da estrada e podermos sentir a imersão nesta zona lindíssima de montanhas e vales.
Esta foi a última paragem na ilha de Skye. Poderíamos agora escolher como regressar, se voltar pela mesma estrada junto à costa Este, ou continuar na estrada de montanha muito estreita até ao lado Oeste, e descer depois pela estrada A87, que percorre toda essa costa, conforme está representado no mapa.

Se tivéssemos escolhido pernoitar no mesmo hotel à entrada da ilha, talvez tivéssemos tido tempo para fazer o Trilho Quiraing, e podíamos ainda visitar mais algumas atrações no lado Oeste da ilha, como é o caso do The Fairy Glen ou do Dunvegan Castle. Mas neste final de tarde tínhamos ainda que percorrer cerca de 180 km até Fort William, onde ficava o hotel, para estarmos disponíveis no dia seguinte, logo de manhã cedo, para um outro programa.

Fechámos assim este dia riquíssimo, numa imersão total na natureza, sempre brindados pelas belas imagens que esta viagem pela Escócia nos tem habituado.


Abril de 2024
Carlos Prestes