Bangkok foi a nossa porta de entrada na Tailândia e revelou-se, desde o primeiro instante, bastante intensa, luminosa e cheia de contrastes. O primeiro impacto chega pelos sentidos: o calor húmido e pegajoso do ar, os aromas da comida de rua misturados, por vezes, com o odor fétido do lixo. Depois, surgem o dourado brilhante dos templos, que quase encandeia, e o movimento incessante das ruas, numa confusão permanente de trânsito - carros, motos e tuk-tuks que se cruzam numa coreografia caótica, mas curiosamente funcional. No meio deste aparente caos, a cidade pulsa com uma energia única. Entre tradição e modernidade, mercados animados e templos silenciosos, fomos entrando lentamente no ritmo de Bangkok, abrindo assim a porta para a descoberta deste país fascinante.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Bangkok
Tínhamos marcado alguns tours pelo GetYourGuide, mas deixámos também algum tempo para explorarmos a cidade de forma livre, ao sabor daquilo que íamos encontrando. No final, visitámos os locais assinalados no mapa seguinte, representados por cores distintas para cada um dos três dias de visita (já que o quarto dia foi reservado para uma visita a uns mercados a Sul da capital tailandesa de que falarei noutra crónica).
Mas ainda antes do primeiro dia, ou seja, no final da tarde em que chegámos à cidade, e apesar do cansaço da viagem e da baralhação do fuso horário (7 horas, nesta altura do ano), partimos logo à descoberta da cidade e fizemos um passeio noturno pelo rio.
Cruzeiro pelo Rio Chao Phraya
Tínhamos uma reserva para um dos muitos cruzeiros noturnos que percorrem o rio e que partem do chamado Asiatique Riverfront. O percurso atravessa grande parte da cidade e passa também pela zona dos templos, oferecendo uma perspetiva muito especial de Bangkok iluminada.
Existem opções de saídas que apanham o pôr-do-sol e outras que acontecem já à noite, normalmente com jantar incluído. Optámos pelo pacote completo e tivemos assim uma primeira amostra bastante generosa da gastronomia local.
Ainda a caminho do Riverfront apanhámos o barco de carreira pública, e foi esse o nosso primeiro contacto com a cidade e com a sua vivência eletrizante. Foi também nesse momento que começámos a perceber como Bangkok se constrói de contrastes: entre o mais tradicional e o mais moderno, aqui representado pelos arranha-céus que surgem ao longo das margens.
Chegámos então ao Asiatique Riverfront, um animado e muito interessante mercado noturno à beira-rio, que combina lojas, restaurantes e entretenimento, ao estilo de um parque de diversões. Instalado em antigos armazéns portuários recuperados, é hoje um dos pontos de encontro mais populares de Bangkok e local de partida de muitos cruzeiros no rio.
Este espaço é animado e oferece sempre belas paisagens do rio, primeiro com as cores do entardecer e, mais tarde, já totalmente iluminados.
Saímos depois no cruzeiro noturno que segue pelo rio Chao Phraya, numa experiência muito agradável que nos permite observar a cidade sob uma outra perspetiva. Aqui, em pleno rio, o movimento intenso das ruas dá lugar a uma navegação tranquila, enquanto as luzes da cidade se refletem na água e revelam alguns dos templos e monumentos mais emblemáticos iluminados.
Durante o percurso é servido um jantar buffet com vários pratos típicos da gastronomia tailandesa, que permite provar diferentes sabores locais num ambiente descontraído. Enquanto se janta, há música ao vivo a acompanhar a viagem (bastante foleira, diga-se) e, em determinados momentos, surgem pequenas apresentações de danças tradicionais tailandesas que acrescentam um toque cultural à noite… para quem gosta do estilo.
O resultado é uma experiência que combina gastronomia, cultura e paisagem urbana, transformando o cruzeiro numa forma muito especial de descobrir Bangkok ao cair da noite - e também de abrir o apetite para o que ainda estava por vir nos dias seguintes.
O barco inverte a marcha quando chegamos à ponte Rama VIII, uma ponte moderna que recebeu o nome do avô do atual rei da Tailândia.
No regresso voltamos a observar os monumentos iluminados, agora a partir da margem oposta, e passamos também junto a um dos principais centros comerciais da cidade, o IconSiam.
Ao regressarmos ao Asiatique Riverfront, o espaço estava ainda mais animado do que quando tínhamos partido. As luzes refletiam-se no rio, a música misturava-se com o burburinho das pessoas e o ambiente parecia ter ganhado uma nova energia ao longo da noite. Ficámos por ali mais algum tempo, simplesmente a absorver o momento.
Mas o cansaço começava finalmente a impor-se. Tínhamos no corpo quase 12 horas divididas em dois voos, várias horas passadas em aeroportos e uma diferença de fuso horário de sete horas. Tinham sido um ou dois dias muito intensos - daqueles que parecem esticar o tempo - mas que, paradoxalmente, nos deixavam com uma sensação profunda de felicidade e de expectativa pelo que ainda estava por vir.
Terminámos o dia regressando ao hotel num dos meios de transporte mais típicos da cidade, um Tuk Tuk, que não é o mais barato, mas é certamente o mais animado, sobretudo à noite, quando os néons estão acesos.
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